Matheus estava muito irritado por conta da derrota do nosso time dentro da escola. Talvez nem fosse tanto por conta da derrota, mas por tudo o que tinha acontecido e o que ainda poderia acontecer: teve o Renato provocando e ele ficando nervoso por causa de namoro e com certeza teríamos os outros meninos da escola tirando sarro e achando que eram melhores que nós em qualquer coisa só por conta do futebol. Penso eu que é preciso ter coragem pra perder, mais do que pra querer ganhar.

Foi pensando nisso, no meu medo de perder o medo, que acabou acontecendo tudo o que aconteceu depois do jogo, no banheiro/vestiário. Foi preciso coragem pra perder o medo de tentar algo com o Matheus, e, ao mesmo tempo, seria covardia comigo não tentar algo simplesmente por medo de gostar e me sentir “mulherzinha”, “boiola”, “maricas” ou simples ou preconceituosamente “viado”.

Quando voltamos pro banheiro/vestiário, a maioria dos jogadores foi embora e não quis tomar banho com todos os outros – muito provavelmente por medo de serem pegos olhando para a piroca dos outros e serem condenados por isso. O Matheus ficou, e acabou rolando mais uma briga com o Renato, mas dessa vez foi algo bem feio e que poderia ter resultado em uma fatalidade se eu não estivesse por perto. O único ponto positivo da briga foi que, sem ela, eu e o Matheus provavelmente nunca teríamos chegado às vias de fato como chegamos.

Estávamos só nós três dentro do banheiro. Todos de cueca boxer.

Renato – Você sabe que a gente perdeu por sua culpa, né?

Pedro – Renato, qual é, cara, chega. Já acabou, outro dia a gente joga de novo e resolve isso aí. Todo mundo perdeu, não fomos só nós três, não.

Matheus – Cara, nem sei se te respondo te xingando ou se simplesmente enfio um murro nessa sua cara. Se eu fosse você, ia embora. Não tô pra papo, não. Aliás, nem antes e durante o jogo eu estava, mas você fez questão de ficar me provocando como se ainda fosse um moleque de 10 anos que briga com o colega na escola por causa de um picolé.

Renato – Você é frouxo, sabe que futebol é assim. Um provoca o outro. Quem tem a cabeça mais fraca, se deixa levar. Se você se permitiu levar pelas coisas que eu te disse, é porque muito provavelmente eu te afeto mais do que você pensa, rapaz.

Renato se aproximou de Matheus.

Renato – Tô começando a desconfiar que você tá todo putinho aí porque tá querendo algo comigo, e não porque eu tô com a Isabela.

Pedro – Renato, sérião mesmo, cara, vai embora, já deu. Vaza. – fui me aproximando já prevendo o pior.

Renato – Posso te garantir uma coisa: com saudade é que ela não tá, viu. No fundo, no fundo, a gente sabe que ela tá pouco se fodendo pra namorado. Ela quer é isso aqui, ó (pegando no meio das próprias pernas), e, pelo que eu tô sabendo, até nisso eu sou melhor que você.

Os chuveiros estavam ligados e o Matheus empurrou o Renato com muita força no chão. Ficou em cima dele enquanto distribuía socos. O sangue escorria para o ralo e, depois de o Renato apanhar um pouco, tirei o Matheus de cima dele. Sou totalmente da paz e nunca me envolvei em nenhuma briga desse tipo. Não acho que violência resolva violência, mas também não sou Madre Tereza e, mesmo sem ter absolutamente nenhuma relação com a história, gostei de ver o Renato apanhando, no chão, enquanto levava uma surra física e psicológica sendo humilhado pelo Matheus.

Segurei-o por trás e prendi os dois braços, enquanto o Renato se levantava e o sangue escorria.

Renato – Mano, você tá fodido. Eu vou chamar a polícia e você vai se foder na minha mão.

Pedro – (enquanto o Matheus se debatia e tentava se soltar) Renato, larga a mão de ser escroto, seu merda. Vai denunciar o Matheus só porque ele te deu uns socos na cara? Cê provocou, cara. Vaza daqui, filho da puta.

Matheus – (tentando se soltar e gritando) ME SOLTA, CARALHO!

Renato – Dois boiolas, vocês dois. Vão se foder. E se eu voltar aqui pra jogar em outro campeonato, eu arrebento essa sua cara, Matheus. (apontando pra mim) E a sua também, boiolinha.

Eis que o Renato, quando foi sair, pegou uma tolha para que pudesse limpar o sangue e o corte na sobrancelha e, de repente, enquanto eu soltava o Matheus, o Renato simplesmente meteu um chute no saco dele. O Matheus deu um grito muito forte e eu empurrei o Renato pra fora do banheiro. Enquanto ele agonizava e gemia de dor, fui tirar ele do chão.

Pedro – Cê tá legal, cara? Eu falei pra você não se importar com esse otário, Matheus! Ele ainda foi mais esperto que você! Te deu um golpe só e já te jogou no chão. Pensa antes de bater, pelo menos. (levantando o Matheus e colocando ele sentado no banco do banheiro)

Percebi que o Matheus estava chorando, e não só por conta da dor. Enquanto estava com as mãos no meio das pernas, ele começou a falar, enquanto chorava:

Matheus – Foi minha culpa, cara. A Isabela terminou comigo por minha culpa. Não adianta, eu não sei me controlar. Eu bati no primo dela só porque vi os dois abraçados em uma festa na casa do Murilo e do Vitor. Não sabia que era primo dela, nem dei tempo de ela se explicar e já empurrei o cara no chão. Fiz ela passar vergonha. No dia seguinte ela me mandou uma mensagem dizendo que não queria mais me ver.

Pedro – Cê precisa se controlar mais, cara. Sério mesmo, essa violência sua aí não tá te trazendo nada de bom. Fez você levar um pé na bunda a troco de nada, e agora quase ficou estéril, seu babaca.

Ele deu risada.

Pedro – Tô falando sério. O máximo que você perdeu até agora foi sua namorada e as bolas do seu saco. Dependendo de quem for, se tiver uma próxima, pode ser que cê se foda um pouco mais e não tenha mais jeito.

Matheus – (limpando as lágrimas) Eu vou tentar, juro. Vou tentar. E já chega dessa conversinha de viado aqui enquanto eu choro. Se chega alguém aqui e pega nós dois desse jeito, já sabe. E pode parar com esse papo de merda aí que eu perdi as bolas do saco senão as meninas não vão mais querer saber de mim.

Pedro – Tá todo defeituoso, dá pra ver daqui.

Matheus – Vai se foder, Pedro. Vem pegar aqui, então, se tá duvidando.


EXECUTEM ESSA FAIXA ENQUANTO LEEM A CONTINUAÇÃO ABAIXO:


Pedro – E depois o boiola sou eu, né, hahaha. Eu vou indo pra casa. Quando você se recuperar e parar de andar igual a sua avó, a gente se fala.

Matheus – Peraí, Pedro, não tô muito bem. Tá doendo pra cacete.

Ele tentou se levantar e acabou caindo no chão. Não sei se fez de propósito ou não, mas foi aqui que a nossa relação mudou. Quando fui tentar segurá-lo, acabei encostando a mão no volume dele por uns 4 segundos. Deu pra sentir que estava meia-bomba.

Pedro – Foi mal, foi mal. Fui tentar segurar, enfim, não foi de propósito, foi mal mesmo.

Matheus – Acho que tá inchado. Pode sentir, não tem problema.

Pedro – Oloco, Matheus, mas... (interrompendo) Matheus – (colocando minha mão no pau dele) Sente logo, porra.

Naquele momento, nada mais me importava. As meninas gostosas, o time de futebol, o que as pessoas sabiam a meu respeito... Ele queria. Eu queria. Ele estava nervoso. Eu também. Dificilmente checavam se as portas do banheiro/vestiário ficavam fechadas e deu pra ouvir o barulho dos portões da quadra se fechando. A quadra, aliás, possuía vista para o meio da rua e não era difícil pular o muro.

Era isso, então. Acontecia, ali, meu primeiro momento... gay? Apesar de, atualmente, ser adepto da filosofia da fluidez sexual, gosto de pensar que, sim, tive uma relação sexual com outro cara e que, sim, eu posso ser gay. Qual o problema?

Pedro – (tirando minha mão) Matheus, já fecharam os portões. É melhor a gente ir embora.

Matheus – Pedro, não fode. Eu tô nervoso pra cacete, acabei de levar um chute no saco e tô triste porque eu sou um bosta. Eu sei de mim, você sabe de você. Isso aqui não vai mudar nada. Não tem ninguém aqui no prédio e já tá quase anoitecendo. Cê sabe que eu não gosto de enrolação. Não trepo com ninguém já tem quase 2 semanas e tô ficando louco, já. A gente sabe como isso aqui vai começar e como vai terminar. (colocando minha mão no pau dele) Primeiro, me ajuda a fazer essa dor passar.

Ele foi esfregando minha mão por cima da cueca. Estávamos debaixo dos chuveiros. Ele olhava pra mim enquanto tudo aquilo acontecia. Muito provavelmente estava com uma expressão de surpresa, tesão e curiosidade no rosto, mas sequer pensei em tirar minha mão do volume enorme dele.

Ele soltou minha mão e comecei a bater uma pra ele. Joguei ele na parede, ficamos os dois sem cueca e comecei a punhetar aquela piroca. Aliás, eu disse que estou contente com meus 18 centímetros, mas o Matheus me surpreendeu. Óbvio, não medi, mas era maior que o meu. Enorme, como eu imaginava. A bunda dele era lisa, e não porque ele se depilava, e sim porque só tinha pelos nas pernas e nos antebraços.

Esse momento meu e dele durou, no máximo, 10 minutos.

Enquanto eu punhetava o Matheus, ele estava de olhos fechados e soltava uns palavrões bem baixinho, quase que sussurrando. “Caralho”, “continua”, “porra” e “nossa” foram as palavras que ele mais repetiu. Comecei a entrar no jogo dele.

Pedro – (falando bem próximo do ouvido esquerdo dele) Você se acha muito machão, mas quem tá aqui quase te fazendo gozar não é nenhuma gostosa da escola, né.

Matheus – Vai se foder.

Pedro – Agora que a gente começou, não vai gozar ainda não, mané. (segurei os dois braços dele pra cima e ficamos nos beijando por um bom tempo)

Matheus – Eu vou te comer, Pedro.

Pedro – Vai não.

Matheus – Eu preciso, Pedro. E teu rabo parece de menina, não vai ser difícil pra mim.

Pedro – Cê não tem nem pelo na bunda e tá falando da minha, vai tomar no cu.

Matheus – Não sou eu que vou tomar no cu, não. Me ajuda. Dá esse rabo pra mim. Ninguém vai ficar sabendo. É só a gente não fazer barulho. Você acordou meu pau e ele só vai abaixar se eu gozar na tua bunda. Deixa de frescura, vai. Eu meto devagar.

Hesitei por um tempo enquanto ficava olhando pra baixo. Um hétero percebe que não tem a sexualidade definida quando a simples ideia de ser o passivo passa a representar uma possível “falta de comando” do próprio prazer. Mas, porra... O pau dele estava ali, na minha frente. Não chupei, antes que fiquem se perguntando. Ele também não chupou o meu.

Pedro – Já tô aqui, então foda-se. (encostando o rosto  de frente para a parede)  Sério, se vai fazer isso, faz direito. Se for pra enfiar o pau na minha bunda e vai ser a primeira e última vez, enfia direito.

Matheus – Deixa de ser trouxa. Vou fazer igualzinho eu faço com as meninas que a gente come.
Ele começou a meter em mim e, por mais que eu estivesse sentindo dor, a única coisa que passava na minha cabeça no momento era: o tesão seria ainda maior se estivéssemos no meio da quadra. Na minha imaginação, tudo aquilo estava acontecendo enquanto as meninas se masturbavam ao nosso redor. Não sei o motivo pelo qual isso acabou acontecendo, mas me imaginei numa grande suruba com as meninas por perto. Talvez quisesse que elas descontruíssem a imagem de “hétero machão e homofóbico” que tinham de mim.

Não cabe a mim descrever cada minuto da trepada – deixarei isso com a imaginação de vocês. O Matheus me comeu com raiva e como se estivesse se aliviando depois das duas “longas” semanas que passou sem ir pra cama com ninguém. Ele dava risada enquanto metia (muito rápido e com força) em mim e, às vezes, tirava o pau de dentro de mim bem devagar para que depois socasse de uma vez só e fizesse um barulho na minha bunda que ele parece ter adorado.

Confesso que chamei ele de filho da puta muitas vezes enquanto ele metia. Aliás, até o final foi assim: ele meteu em mim na parede, no chão, em cima do banco do banheiro e até mesmo sentado no vaso sanitário.

Matheus – Puta que pariu, Pedro, se eu soubesse, teria te comido antes.

Pedro – Vai se foder. Mete mais, seu frouxo.

Quando chamei ele de frouxo, me arrependi. Ele desbloqueou o modo “velocidade máxima” e, sim, me fez sangrar. Foi nesse momento que ele gritou e gemeu mais. Eu acabei gozando sem nem bater punheta e ele soltou um “PORRA!” enquanto saía ‘leite’ do meu pau no chão e eu gemia.

Matheus – GOZA MAIS, VELHO, ANDA LOGO!

Eu gozei por, no mínimo 1 minuto. Quando ele foi gozar, ficou de frente pra mim, com o corpo colado com o meu. Tirou a camisinha e espirrou porra na barriga dele e na minha.

Ainda não acreditava que aquilo estava acontecendo. Quando ele estava perto de mim, puxei ele e enfiei 3 dedos da minha mão no cu dele, que, claro, não estava esperando.

Pedro – Só pensa: se com 3 dedos eu já te deixo assim, espera só quando eu for comer seu cu. Se prepara. Isso não vai acabar aqui, não.

Fui metendo os 3 dedos no cu (apertado) dele e ele soltou um: “Para, porra...” enquanto fechou os olhos e gemia.

Depois que nos formamos na escola, acabamos nos encontrando poucas vezes. Hoje em dia o vejo bem pouco, até por conta das faculdades em Estados diferentes. Mas, não. Não foi a única vez que trepamos. E sim: comi o Matheus.

Acabei percebendo que a sexualidade é algo muito mais aberto do que eu pensava. Namoro, atualmente, aliás. Uma menina. Se chama Juliana e gosto muito dela. Mas enxergo minha vida sexual como uma porta: pode ser aberta por quem quer que tenha uma cópia da chave. Prefiro deixa-las com quem confio e receber visitas diferentes do que me entediar ficando trancado dentro de casa.

A última frase dita pelo Matheus a cada vez que nos encontramos é: “Eu não sou viado. Só pra esclarecer.”

Já ficou esclarecido, Matheus. Se preocupa não.


F I M
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Passados seis meses desde que o último ano da escola havia começado, chegara a semana do campeonato de futebol. Particularmente, era a minha favorita. Sei lá, o futebol durante a Educação Física era bacana, mas no fundo não valia absolutamente nada e era um “jogo vazio”. Na semana do campeonato era totalmente o oposto: tudo valia muito e, por mais que o resultado não alterasse em nada o nosso desempenho escolar, a garra e a vontade de vencer eram gigantescas. Uma simples competição escolar transformava-se numa copa do mundo. 

O Matheus já estava bem entrosado com meu grupo quando a semana do campeonato começou. Comigo, entretanto, era quase que o oposto: ele evitava conversar comigo. Falava o necessário, mas nada que ultrapassasse as paredes da escola. Como naquela época os smartphones estavam dando seus primeiros passos, Whatsapp não era uma possibilidade, MSN era corrido demais e o Facebook ainda estava engatinhando em popularidade na minha escola. Nem eu e muito menos ele, ambos com 17 anos até então, podíamos dirigir e morávamos longe um do outro. Portanto, o contato e a (literalmente) excitação aconteciam só na escola, mesmo.

Como eu disse anteriormente, a primeira situação homoerótica aconteceu justamente na nossa primeira conversa sem relação com trabalhos escolares, reuniões de grupo e afins. O Matheus era do mesmo time que o meu. No primeiro dia de jogo ele estava espumando de raiva porque, no time adversário, estava um rapaz chamado Renato – que naquele tempo era o namorado da Isabela, ex dele. No vestiário, resolvi conversar e tentar deixa-lo mais calmo:

- Matheus, eu sei que você tá puto por conta das provocações do tal Renato, mas esfria essa cabeça, cara. Ou então, melhor: usa essa raiva no jogo! Mas não fica se remoendo assim não, cara, isso faz mal. Deixa esse mané pra lá, vai. – foi nesse momento, no vestiário, que eu comecei a perceber que tinha algo de diferente acontecendo comigo. 

O Matheus tinha a minha altura na época, por volta de 1,76. Era um “magrelo definido”, pele um pouquinho morena, cabelos lisos, pretos e com um moicano pequeno, quase que formando um topete. No momento da conversa no banheiro/vestiário, ficamos só nos dois, já que o time todo estava se aquecendo na quadra e eu preferi falar com ele. Não esperava entrar no banheiro e já vê-lo de cueca azul. Lá estava eu: o “Pedrão” das menininhas, o hétero incorruptível, o convicto da própria sexualidade, o “macho”, o “boleiro” estava ali: parado, tentando disfarçar meu constrangimento. 

Era quase impossível não olhar. A bunda dele era o que eu descobri que apelidam de “bubble butt”: redondinha, empinadinha e relativamente grande. A cueca estava bem apertada, então também não tinha nenhuma maneira de não reparar no meio das pernas dele. Cada um sabe do seu próprio corpo, e nunca tive curiosidade de ver nenhum outro homem nu. Estava satisfeito vendo diariamente meus 18 centímetros todos os dias e acredito que as meninas com quem eu saía na época também. Minhas bolas sempre foram grandes, desde que eu me conheço por gente. As do Matheus, logo quando vi, sabia que também eram. O saco marcava bem na cueca e o pau dele estava todo pra direita (sou bem detalhista). Não vou mentir e é difícil até hoje admitir: quis pegar no “pacote” dele. Sentir, pegar, apertar, esfregar. Sei lá. Talvez até deixar ele duro. Mas me controlei e foquei no que precisava fazer: acalmá-lo. 

- Não dá, Pedro. Esse cara é cuzão demais. Não é de hoje que eu não vou com cara dele. Já estudei com ele quando a gente era menor e já briguei com ele , de arrancar sangue mesmo, numa balada em Ribeirão Preto. Ele fica telefonando pra Isabela e agindo feito imbecil, falando alto com ela enquanto olha pra mim. Não sei se ele quer que eu fique com ciúmes dela ou dele, porque o cara tá me encarando demais, deve estar pensando que eu sou boiola ou que quero comer a Isabela com ele. 

- Ou comer ele, né. – percebam que o nervosismo e o princípio do tesão já estavam afetando até meus conselhos. Sim, já que héteros costumam soltar esses comentários – mas eu, naquele momento, com aqueles pensamentos, queria mesmo é ver aquilo se concretizando. Já dava pra ter uma ideia do tamanho do pau do Matheus e, com a raiva que ele estava, uma hatefuck já estava passando pela minha cabeça enquanto conversava com ele. Pior: eu queria ver acontecendo no meio da escola, com todo mundo olhando. O Renato era bem magrelão e o Matheus malhava, então com certeza o moleque seria dominado. Com força. 

- Credo, sai pra lá.

- Tô brincando. – não estava.

- Mas fala aí, se eu fosse comer ele, muito provavelmente eu ia pedir pra você filmar e mandar pra Isabela. 

- É bom você parar com esses papos tortos aí, senão entra alguém, escuta, aí fodeu. 

- Cê sabe que eu não sou boiola, Pedro, é brincadeira. – não sabia se ficava triste ou indiferente com a frase. Afinal de contas, eu também não me considerava “boiola”, mas estava ali, querendo foder com aquele moleque com a porta aberta e tudo mais. – Enfim, já tô um pouco mais calmo e valeu, aí, por conversar comigo sobre isso. 

- Acha, de boa. Mas ó, como cê disse que não é boiola mas brincou quando disse que ia comer ele, a única maneira de você foder com ele é enfiando a bola com tudo. – ele me olhou com uma cara de quem já estava achando estranha a minha insistência no assunto da trepada com outro cara. – Tô falando de enfiar a bola no jogo, mané. – dei uma risada pra tentar disfarçar, mas esse tipo de coisa não se disfarça de jeito nenhum. 

Depois de conseguir acalmá-lo e fazer com que ele prestasse mais atenção no jogo do que no imbecil do Renato, ele vestiu o shorts, a camisa e fomos jogar. Quer dizer, ele foi primeiro que eu. Já disse isso, mas pra mim é “estranho” contar tudo o que estou contando, mas vamos lá: voltei ao banheiro/vestiário pra cheirar uma cueca usada dele. Pronto, foi isso. Juro por tudo o que é mais sagrado que não sei, até hoje, de onde tirei coragem pra fazer isso, já que qualquer um poderia entrar no banheiro e me pegar naquela situação constrangedora. Mas, o que está feito, está feito, né? E tinha um cheiro bom. Um cheiro parecido com o meu, mas o dele era mais forte. Era uma mistura de perfume com desodorante e... esperma. Muito provavelmente o Matheus resolveu bater uma antes de entrar no jogo para se aliviar um pouco do stress. Talvez, por isso, eu tenha encontrado ele de cueca quando entrei no banheiro. Minha vontade foi de bater uma também, mas resolvi simplesmente entrar na quadra com o pau “meia-bomba” marcando no shorts. Afinal de contas, manter a imagem de “hétero, pegador, bem-dotado e machão” era algo de extrema importância pra mim naquela época. Que babaquice... 

Durante o jogo, foram várias as vezes em que o Renato provocou o Matheus. Por mais que eu tenha passado boa parte do tempo imaginando o Matheus surtando completamente e enfiando a rola na boca do Renato pra ver se ele desligava os motores daquela metralhadora de merda que era a boca dele, consegui jogar bem e terminei com o joelho direito ralado e um corte pequeno na sobrancelha – que aconteceu depois de eu também me irritar com o Renato e acabar levando uma “unhada” de alguém que separou uma quase-briga. 

As meninas gritaram o meu nome o tempo todo. Mas, sei lá, eu não estava prestando atenção nisso. Queria continuar ali, jogando, mas no meu “novo mundinho”, que começava a se formar sabe-se lá o porquê, mas que já tinha começado por causa de uma bunda bonita e um pacote mais “apertável” que plástico bolha.

Não ganhamos e fomos desclassificados logo no primeiro jogo. Muito provavelmente por conta do nervosismo do Matheus ou cansaço, já que gozar gasta muita energia e ele deveria ter deixado pra fazer isso depois do jogo, quando tudo estivesse resolvido. Quer dizer, ele fez. De novo. E eu ajudei. É aí onde eu entro, mais uma vez, na parte mais inimaginável e roteirizada por algum escritor de contos eróticos.


C O N T I N U A . . . 
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Antes de mais nada, quero começar essa história deixando bem claro que sequer estou vivendo na mesma cidade em que tudo aconteceu. Felizmente fui aprovado em uma Universidade de um Estado totalmente diferente do que eu nasci – o que, no final das contas, acabou sendo o que eu precisava. E antes que você se anime ou comece o serviço aí com as suas mãos dentro da calça, ou caso esteja pensando em começar a imaginar um final feliz numa história clichê, te deixo avisado desde já que sou hétero.

Lidar com a minha sexualidade e toda a confusão que se criou dentro da minha cabeça cheia de piadas machistas sobre mulheres numa quarta-feira à noite (o famoso “bate-coxa”, como eu costumava chamar) talvez tenha sido o que mais me impediu de seguir em frente com algo que sequer teve um fim. Não me considero gay e muito menos preconceituoso, mas explicar para as pessoas que eu, que sempre fui popular com as meninas da escola e que, como dizem por aí, nem mesmo tenho “jeito de gay” (o que é uma frase com um preconceito implícito fortíssimo), estava apaixonado por um dos meus amigos do time de futebol, não seria nada simples. Eu sei, eu sei, é sempre preciso dar o primeiro passo. Mas, nesse caso, “dar” era o grande, pesado e volumoso X da questão envolvendo Matheus, o causador disso tudo.

Diferente da maioria, escola nunca foi um grande problema pra mim. É claro que o colchão quente nos dias frios e o ar-condicionado (irônica e metaforicamente comprado com muito suor) eram sempre mais convidativos, mas ir à escola me dava prazer simplesmente porque era o momento de encontro com os meus amigos – confesso que só mantenho contato com um dos quase 15 por sala – e principalmente porque eu sabia que ali era um território seguro: bons amigos, boas conversas, meninas lindas e o bom futebol das terças-feiras com o professor Hermano (o nome já inspirava competição). Embora Inglês nunca tenha sido meu forte, me virava bem nas outras matérias. Nunca consegui aceitar o fato de que a professora da língua do Tio Sam, carinhosamente chamada no diminutivo, “Paulinha”, tivesse uma voz mais estridente que o barulho das cadeiras arrastando quando tocava o sinal de ir embora. Sendo bem honesto, talvez a voz dela tenha sido meu único grande problema dos dias de escola. Não sei se posso classificar o Matheus como um problema, mas com certeza posso garantir que a dor que ele me causava não era ruim e muito menos nos meus ouvidos – o buraco era, literalmente, mais embaixo.

Quando entrei no Ensino Médio tinha quase 16 anos. A turma foi a mesma do primeiro até o terceiro colegial – quando o Matheus matriculou-se na escola e passou a integrar a mesma classe que eu. Também tinham entrado outros 4 alunos, sendo 2 meninas e 2 meninos. Quando ele entrou para a turma, eu já tinha meu “grupo fixo” de amigos: eu, Murilo e Vitor (que eram irmãos) e Letícia. Éramos conhecidos como os “diferentões” da sala simplesmente porque não curtíamos ser o centro das atenções como grande parte dos outros 25 alunos da turma. Logo, o Matheus acabou fazendo parte do nosso grupo pelo mesmo motivo.

A situação que nos levou a uma conversa foi totalmente homoerótica. Quando eu contar, vão achar que é mentira e que estou copiando trechos de algum roteiro de filme pornô, mas não. A partir daí, foi quando as dúvidas sobre quem eu era passaram a me visitar todos os dias e passei a ser menos preconceituoso comigo e com os outros – já que, por mais que digamos que não, algum preconceito sempre acaba escapando em diversas situações.

CONTINUA...


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Formado em Comunicação Social e dono de um dos blogs mais bonitos de garotos de programa, os vídeos de Marcos Goiano sempre foram um sucesso. Compartilhados em sites pornô, perfis de redes sociais e também no próprio site de Marcos, costumam agradar ativos e passivos, já que é possível ver o ator em ambas as posições. A entrevista poderá ser conferida na íntegra, em texto e áudio, só aqui no Legenda Colorida.

1. Seus vídeos costumam sempre ser um sucesso de visualizações, curtidas e retweets. Foi uma opção sua espalhar tantos vídeos na internet? Seus clientes costumam se incomodar ao serem gravados? Algum já pediu para que você mesmo postasse?

Sim, foi uma ideia minha de publicar meus vídeos caseiros na internet como forma de divulgação. Não peço para gravar com os meus clientes e também não gravo com eles ou com a maioria deles. Se você perceber, a maioria dos meus vídeos são feitos com outros garotos de programa justamente por isso, pelo fato de ambos poderem se expor sem nenhum problema. Alguns vídeos meus foram feitos com clientes, com o consentimento deles e a pedido deles. Já aconteceu de cliente ficar comigo e pedir: “Por favor, eu quero que você grave porque o meu sonho é aparecer no seu site, no meio dos seus vídeos.”. Só que, lógico, nem sempre isso é possível – às vezes eu gravo para não deixar o cliente sem-graça. Se o cliente não é bonito, não é gostoso ou interessante, não vou publicar no meu site. Vai ficar um vídeo sem-graça, o vídeo não vai bombar na internet e não vai causar o efeito que eu quero, que foi justamente o que aconteceu. Os vídeos que eu publiquei foram com caras que tinham algo de interessante, um corpo bonito, um pau bonito. Procuro fazer vídeos que causem algum impacto e que tenham a aprovação das pessoas. Isso faz com que elas retuitem e republiquem, o que me dá mais publicidade e visibilidade, fazendo com que as pessoas conheçam mais o meu trabalho e passem a me contratar.

2. Sabemos que as pessoas possuem diferentes fetiches e, alguns deles, bem bizarros. Qual foi o fetiche mais estranho que algum cliente já teve e que você realizou? Já aconteceu de ser desrespeitado ou os programas costumam correr com tranquilidade?

Acho que é melhor falar o que eu não topei: um cara pediu para que eu defecasse – isso mesmo – na boca dele. Achei isso extremamente bizarro e não topei. Confesso que até topei, mas cobrei 10 mil reais e ele não quis pagar, então não aconteceu. Não aconteceu de eu ser desrespeitado, até porque as pessoas que contratam garotos de programa têm um certo receio, já que muitos garotos de programa são casados com travestis, ou com mulheres e tendem a ter uma arrogância, uma rispidez. Então, os clientes, no geral, tendem a ter um certo receio de fazer coisas que a gente não goste com medo da nossa possível reação. Essa é uma parte boa das coisas ruins da fama dos garotos de programa, acabo gostando disso. Ter medo, ter receio, é ruim, mas ao mesmo tempo nos resguarda e nos respalda de possíveis agressores ou de pessoas folgadas que podem querer desrespeitar.

3. Você é do tipo que prefere caras mais dotados ou o que importa é saber usar o “instrumento”? Falando nisso, nos diga qual é a sensação de receber a piroca do Leo Felipo porque estamos todos curiosos!

Isso é muito relativo, né? Já conheci caras dotados e que a transa foi uma merda e, hoje mesmo (28/06) atendi um cliente que tinha 16 centímetros e foi uma das transas mais gostosas desse ano de 2016. Mas lógico que um pau grande, de 23, 24, 25 centímetros é um pau que impressiona. É bonito de se ver, de pegar, de chupar, de ser penetrado também, confesso. Eu gosto de ficar com caras dotados, só que se não souber usar, não adianta nada tanto tamanho. E o que achei sobre receber a piroca do Leo Felipo? Achei fantástico, né, acho que é impossível você dar para um pau de 23 centímetros igual ao dele e não sentir muito prazer, porque o pau dele, além de ser grande, é muito grosso, causa um conforto e uma estabilidade. É diferente de quando você vai dar para um pau pequeno e fino e sente aquele incômodo, uma sensação de aflição e de dor. Muitos passivos vão concordar com a minha teoria: pau muito pequeno e muito fino dói. Pau grande e grosso pode dar um certo trabalho no começo, mas depois que entra e você relaxa, você sente muito prazer. Fica uma coisa ‘estável’ lá dentro, e não fica te “furando”, te “alfinetando”, assim como é com um pau muito fino e muito pequeno. O pau do Leo Felipo é maravilhoso! Para quem tem experiência, eu recomendo. Agora, para iniciantes... (risos).



4. Já aconteceu de ser reconhecido em algum lugar por conta de seus vídeos? Isso facilita a conquista ou não?

Com certeza, principalmente em aplicativos, porque também entro às vezes em aplicativos gays e coloco meu nome lá, “Marcos Goiano”, em busca de clientes e a cada 5 minutos recebo mensagem: “Nossa, bati punheta vendo seu vídeo ontem! / Nossa, eu sou seu fã, adoro seus vídeos.”. O tempo inteiro as pessoas me abordam para falar dos meus vídeos, tanto na internet quanto pessoalmente. Na rua, eu percebo, por exemplo, quando vou no Shopping Frei Caneca, as pessoas olham pra mim, e aí uma cutuca o coleguinha do lado e eu percebo que é me mostrando, “ah, aquele ali é o Marcos dos vídeos!”. Em boate é diferente, as pessoas chegam mesmo, não tem vergonha, chegam e falam na cara dura: “Você é o Marcos Goiano, né?”, aí eu falo que sim e elas já se abrem e falam que são meus fãs, que adoram meus vídeos. Apesar de que fiz poucos filmes profissionalmente – quatro, até então -, mas tenho uns 50 caseiros, então fiquei muito popular por causa dos meus vídeos caseiros. Tanto que meus fãs gostam mais dos vídeos caseiros do que dos meus vídeos profissionais.

5. Uma pergunta um pouco mais pessoal: quais são os pontos positivos e negativos de fazer parte do mundo da indústria pornográfica e dos escort boys (garotos de programa)? Não precisa informar os valores, mas é tão lucrativo quanto pensamos?

Entrei na indústria pornográfica por ser escort e querer mais visibilidade. Não foi pensando no cachê, porque o cachê não é nada do que as pessoas pensam. Não existe um cachê interessante, entendeu? Acho que há muitos anos pode até ser que existiam cachês legais. Hoje em dia, pelo menos no cenário nacional, é um fiasco (pra não falar uma merda). Ouvi boatos de que lá fora, nas grandes produtoras, os cachês são melhores, mas aqui no Brasil não existe cachê bom. O ponto negativo é a fama de uma pessoa que trabalha com sexo. Vou levar isso para o resto da vida. Ainda não sei como vai ser isso quando eu parar de fazer. Por enquanto estou vivendo o presente e, até então, não estou sofrendo com possíveis preconceitos que me deixem mal. Quero ver como vai ser quando eu parar, se vai interferir na minha parte profissional, porque sou publicitário formado. Não gosto muito de pensar. Deixo a vida me levar, vamos ver como vai ser isso no futuro.

6. Algum famoso já acabou te contratando? Não precisa informar nomes, obviamente, mas ele foi exigente no que diz respeito à discrição?

Famoso ainda não, mas já atendi clientes que usaram máscara, apagavam todas as luzes para que eu não visse. Não deu pra saber se era uma pessoa famosa ou pública, então acho que ainda não atendi.

7. Como a publicidade e seus conhecimentos auxiliaram na divulgação de seu trabalho como ator e de seu site? É tudo independente ou há pessoas que te ajudam?

Sou formado em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda, e isso me ajudou a ter uma visão melhor de marketing, de público-alvo, mídias alternativas – aí vem a questão dos vídeos que eu publiquei, de eu estar em diversos sites (quem não é visto, não é lembrado)... Muita coisa que eu aprendi na faculdade coloquei em prática, como se “Marcos Goiano” fosse uma marca, entendeu, e fiz o máximo possível para que isso se tornasse grande e que, automaticamente, eu ficasse conhecido. Na sequência, fiz diversos vídeos e já tinha uns 14 ensaios na época, queria montar um site para colocar todo o material para que todos os meus fãs e clientes e futuros clientes pudessem acessar e ver todo o meu histórico e meu material atual. Foi quando contratei um designer de web e ele criou a página pra mim. Isso foi uma opção minha pensando nos meus clientes e como forma de ser um diferencial, porque percebo que muitos garotos de programa deixam de investir por não acreditar na profissão ou às vezes por ser “mão-de-vaca” mesmo, pra ser sincero (risos). E eu, por ser da área da publicidade, tenho uma visão diferente do que é gasto necessário e o que é desnecessário. Pra mim, desnecessário é ir para uma balada, usar droga, gastar 2 mil numa conta de balada. Agora, pagar um web designer para criar uma página pra mim, onde vou poder ter um diferencial, não é desnecessário, é essencial para um profissional.

  
8. Uma pergunta que faço a todos os entrevistados: como você encara a questão do preconceito dentro do próprio mundo gay? Ou seja, quem tem preconceito por afeminados e gordinhos, por exemplo. Qual a sua opinião sobre essas pessoas?

Essa é pergunta é muito complexa, porque muitos gays estão abordando esse assunto de uma forma retorcida. Por exemplo: eu, particularmente, se eu for namorar com um cara, não vou namorar com um cara afeminado. É uma questão pessoal de não ter tesão por afeminados. Agora, se exponho isso, não quer dizer que eu tenha preconceito em ter amigos, conhecidos ou tratar bem. Não é porque eu não fico com afeminados que vou destrata-los. Acho que hoje em dia existe uma mídia muito retorcida em cima desse assunto e eu não concordo. Lógico que um gay discriminar um outro gay porque ele é afeminado é tosco, é uma falta de união dentro da própria “classe”. Mas, ao mesmo tempo, os afeminados se sentem ofendidos quando alguém fala que não curte ficar com afeminados a ponto de levar essa bandeira sobre esse assunto. Não concordo com o preconceito, com o tratar mal, ou algo do tipo. Porém, as pessoas precisam entender que gosto é quem cu: cada um tem o seu. Pronto! Não é porque tem caras que curtem afeminados que todo mundo têm que gostar! A forma que vejo esse assunto sendo abordado é essa, que os afeminados ou quem está levantando essa bandeira, querem que goste e que tenha tesão por isso. Daí, as pessoas estão perdendo o poder da liberdade de expressão de opinar sobre o assunto. Esses dias fui cruelmente criticado por ter falado sobre esse assunto. Falei que não curtia afeminados e, assim, foi uma novela, foi criada uma situação totalmente desnecessária. Porra, só porque uma pessoa gosta eu tenho que gostar também? Discordo totalmente. Se fosse assim, não existia viado e seria todo mundo hétero, não é? Porque o “normal” não é homem comer buceta? Então porque eu tenho que comer um cara que é afeminado, sendo que eu posso comer um cara que não é afeminado e faz o meu tipo? Então pronto. Minha opinião sobre esse assunto é essa.


9. Sente tesão por algum famoso e que gostaria de trepar com ele? Quem?
Se fosse no mundo pornô, o Big Macky. Se fosse um ator, talvez o Rodrigo Simas, Cauã Reymond.

BOXER ou SLIP? Boxer.

NO ROSTO ou NO CORPO? No rosto, com certeza.

COSPE ou ENGOLE? Cuspo.

SER ATIVO ou SER PASSIVO? Versátil.

MAIS NOVOS ou MAIS VELHOS? Relativo. Pagando é o que importa!


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Recente vencedor do Prêmio Sexy Hot 2016 na categoria Melhor Ator Homo, o ator Andy Star é um dos queridinhos de quem acompanha os filmes eróticos justamente por transmitir total entrega ao trabalho. Como o próprio já disse em uma outra entrevista, “é o passivo mais ativo dos pornôs”. As respostas foram enviadas por áudio e transcritas. O Andy foi muito simpático e maravilhoso. Confira:


1. Já fiz essa pergunta para o Leo Felipo, mas acho ela muito válida: você costuma assistir seus filmes e avaliar sua performance?

Assisto sim meus filmes, para corrigir os erros que cometi e também pra ver se preciso mudar alguma coisa, um ângulo, nos próximos. E também pra ver o cara que estava comigo depois, né, pra ver como é que foi! (risos).


2. Ser ator pornô facilita na hora da conquista fora das telas? É tão divertido quanto parece ser ou acaba sendo estressante em algum momento?

Algo engraçado não. A gente se diverte muito, lógico, antes de começar a gravar, e na hora da gravação é uma parte mais séria. O clima é esse mesmo. Tem uma tensão de dar certo o trabalho, mas também tem muita diversão de você estar com pessoas do seu tipo, da sua idade, e de gente que está se divertindo muito de trabalhar com o que está trabalhando.

2. Ser ator pornô facilita na hora da conquista fora das telas? É tão divertido quanto parece ser ou acaba sendo estressante em algum momento?

Ser ator pornô não facilita fora das telas. Isso afasta um pouquinho as pessoas. Não sei se é por medo ou porque elas só não querem, mesmo... (sobre as gravações) Tem a parte de alguns atrasos, que acaba estressando, deixando a gente nervoso com o resultado final, mas a grande parte é divertida!

4. Geralmente os filmes duram de 40 minutos a 1 hora. Porém, quanto tempo um filme leva para ser gravado por inteiro? São muitos intervalos durante as cenas?

Depende de qual é a produtora. Tem produtoras que trabalham com dois períodos de 25 minutos, tem produtoras que te colocam pra fazer a cena, você só tem que transar e ir até o final, tem produtoras que dividem em ciclos, por cada fase do filme... depende muito da produtora, não tem como precisar isso.

5. O tesão durante as cenas é muito real. Alguns atores dizem que é mentira e que é tudo por conta da profissão. Você, Andy, já sentiu muito tesão durante a gravação de algum filme e por um momento se esqueceu de que estava na frente das câmeras?

Eu sinto tesão todo o tempo. Não que eu me esqueça que estou em frente às câmeras, mas a minha preocupação é mais com iluminação, com quadro... Talvez isso até me atice um pouco mais. Mas em nenhum momento eu faço sem prazer ou sem vontade, até porque as próprias empresas se preocupam em produzir filmes em que os atores estejam à vontade para encenar.

6. Qual a sua opinião a respeito do preconceito dos gays com os próprios gays? Ha muito preconceito com gordinhos e afeminados, por exemplo.

Por trás desse preconceito esse muita psicologia, filosofia... Naturalmente o instinto do ser humano diz que um ser alto e forte é uma boa “cruza”. Então, a tendência do ser humano é expurgar o que não seja uma boa cruza. Lógico que, como seres humanos, temos que tomar cuidado para que isso não seja a regra, e sim a exceção. Você não pode se entregar a esses instintos, tem que valorizar as pessoas além da aparência.

7. Muitos seguidores sentem vontade de entrar no mundo pornô. Qual conselho você daria pra eles?

Vão até os sites, procurem os links de “Trabalhe Conosco / Seja Nosso Modelo!” e entregue fotos atuais. Esse é o primeiro passo para quem quer trabalhar com isso. No Brasil, o segundo passo importante é você estar no eixo Rio-São Paulo, de preferência, aonde acontecem as produções. Tem que estar disposto e seguro do que você está pensando em fazer para que não se arrependa amanhã.

8. Se pudesse escolher um famoso pra trepar, quem seria?

Escolheria uma subcelebridade que é o Jonas do BBB, que tem 22 centímetros de motivos pra transar comigo! (risos)

JOGO RÁPIDO

BOXER OU SLIP? Jockstrap.

TOP OU BOTTOM? Me? Bottom! (risos)

COSPE OU ENGOLE? Engulo, lógico! (risos)

NO ROSTO OU NO CORPO? No ra-bo! (risos)

UM BOM BOQUETE OU UMA BOA TREPADA? Nossa, difícil, né? Um boquete é tão gostoso... Uma boa trepada!

JUSTIN BIEBER OU MC BIEL? Biel, Biel! Lindinho!


Fala galera do Legenda Colorida! Aqui é o Andy Star. Quero agradecer a todos vocês pelo interesse e o espaço aqui no site. Quem quiser saber um pouco mais de mim, não deixe de me procurar: AndyStarOficial no Instagram, no Tumblr, Twitter, Snapchat. Sucesso e um beijo pra todo mundo!

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