Matheus estava muito irritado por conta da derrota do nosso time dentro da escola. Talvez nem fosse tanto por conta da derrota, mas por tudo o que tinha acontecido e o que ainda poderia acontecer: teve o Renato provocando e ele ficando nervoso por causa de namoro e com certeza teríamos os outros meninos da escola tirando sarro e achando que eram melhores que nós em qualquer coisa só por conta do futebol. Penso eu que é preciso ter coragem pra perder, mais do que pra querer ganhar.

Foi pensando nisso, no meu medo de perder o medo, que acabou acontecendo tudo o que aconteceu depois do jogo, no banheiro/vestiário. Foi preciso coragem pra perder o medo de tentar algo com o Matheus, e, ao mesmo tempo, seria covardia comigo não tentar algo simplesmente por medo de gostar e me sentir “mulherzinha”, “boiola”, “maricas” ou simples ou preconceituosamente “viado”.

Quando voltamos pro banheiro/vestiário, a maioria dos jogadores foi embora e não quis tomar banho com todos os outros – muito provavelmente por medo de serem pegos olhando para a piroca dos outros e serem condenados por isso. O Matheus ficou, e acabou rolando mais uma briga com o Renato, mas dessa vez foi algo bem feio e que poderia ter resultado em uma fatalidade se eu não estivesse por perto. O único ponto positivo da briga foi que, sem ela, eu e o Matheus provavelmente nunca teríamos chegado às vias de fato como chegamos.

Estávamos só nós três dentro do banheiro. Todos de cueca boxer.

Renato – Você sabe que a gente perdeu por sua culpa, né?

Pedro – Renato, qual é, cara, chega. Já acabou, outro dia a gente joga de novo e resolve isso aí. Todo mundo perdeu, não fomos só nós três, não.

Matheus – Cara, nem sei se te respondo te xingando ou se simplesmente enfio um murro nessa sua cara. Se eu fosse você, ia embora. Não tô pra papo, não. Aliás, nem antes e durante o jogo eu estava, mas você fez questão de ficar me provocando como se ainda fosse um moleque de 10 anos que briga com o colega na escola por causa de um picolé.

Renato – Você é frouxo, sabe que futebol é assim. Um provoca o outro. Quem tem a cabeça mais fraca, se deixa levar. Se você se permitiu levar pelas coisas que eu te disse, é porque muito provavelmente eu te afeto mais do que você pensa, rapaz.

Renato se aproximou de Matheus.

Renato – Tô começando a desconfiar que você tá todo putinho aí porque tá querendo algo comigo, e não porque eu tô com a Isabela.

Pedro – Renato, sérião mesmo, cara, vai embora, já deu. Vaza. – fui me aproximando já prevendo o pior.

Renato – Posso te garantir uma coisa: com saudade é que ela não tá, viu. No fundo, no fundo, a gente sabe que ela tá pouco se fodendo pra namorado. Ela quer é isso aqui, ó (pegando no meio das próprias pernas), e, pelo que eu tô sabendo, até nisso eu sou melhor que você.

Os chuveiros estavam ligados e o Matheus empurrou o Renato com muita força no chão. Ficou em cima dele enquanto distribuía socos. O sangue escorria para o ralo e, depois de o Renato apanhar um pouco, tirei o Matheus de cima dele. Sou totalmente da paz e nunca me envolvei em nenhuma briga desse tipo. Não acho que violência resolva violência, mas também não sou Madre Tereza e, mesmo sem ter absolutamente nenhuma relação com a história, gostei de ver o Renato apanhando, no chão, enquanto levava uma surra física e psicológica sendo humilhado pelo Matheus.

Segurei-o por trás e prendi os dois braços, enquanto o Renato se levantava e o sangue escorria.

Renato – Mano, você tá fodido. Eu vou chamar a polícia e você vai se foder na minha mão.

Pedro – (enquanto o Matheus se debatia e tentava se soltar) Renato, larga a mão de ser escroto, seu merda. Vai denunciar o Matheus só porque ele te deu uns socos na cara? Cê provocou, cara. Vaza daqui, filho da puta.

Matheus – (tentando se soltar e gritando) ME SOLTA, CARALHO!

Renato – Dois boiolas, vocês dois. Vão se foder. E se eu voltar aqui pra jogar em outro campeonato, eu arrebento essa sua cara, Matheus. (apontando pra mim) E a sua também, boiolinha.

Eis que o Renato, quando foi sair, pegou uma tolha para que pudesse limpar o sangue e o corte na sobrancelha e, de repente, enquanto eu soltava o Matheus, o Renato simplesmente meteu um chute no saco dele. O Matheus deu um grito muito forte e eu empurrei o Renato pra fora do banheiro. Enquanto ele agonizava e gemia de dor, fui tirar ele do chão.

Pedro – Cê tá legal, cara? Eu falei pra você não se importar com esse otário, Matheus! Ele ainda foi mais esperto que você! Te deu um golpe só e já te jogou no chão. Pensa antes de bater, pelo menos. (levantando o Matheus e colocando ele sentado no banco do banheiro)

Percebi que o Matheus estava chorando, e não só por conta da dor. Enquanto estava com as mãos no meio das pernas, ele começou a falar, enquanto chorava:

Matheus – Foi minha culpa, cara. A Isabela terminou comigo por minha culpa. Não adianta, eu não sei me controlar. Eu bati no primo dela só porque vi os dois abraçados em uma festa na casa do Murilo e do Vitor. Não sabia que era primo dela, nem dei tempo de ela se explicar e já empurrei o cara no chão. Fiz ela passar vergonha. No dia seguinte ela me mandou uma mensagem dizendo que não queria mais me ver.

Pedro – Cê precisa se controlar mais, cara. Sério mesmo, essa violência sua aí não tá te trazendo nada de bom. Fez você levar um pé na bunda a troco de nada, e agora quase ficou estéril, seu babaca.

Ele deu risada.

Pedro – Tô falando sério. O máximo que você perdeu até agora foi sua namorada e as bolas do seu saco. Dependendo de quem for, se tiver uma próxima, pode ser que cê se foda um pouco mais e não tenha mais jeito.

Matheus – (limpando as lágrimas) Eu vou tentar, juro. Vou tentar. E já chega dessa conversinha de viado aqui enquanto eu choro. Se chega alguém aqui e pega nós dois desse jeito, já sabe. E pode parar com esse papo de merda aí que eu perdi as bolas do saco senão as meninas não vão mais querer saber de mim.

Pedro – Tá todo defeituoso, dá pra ver daqui.

Matheus – Vai se foder, Pedro. Vem pegar aqui, então, se tá duvidando.


EXECUTEM ESSA FAIXA ENQUANTO LEEM A CONTINUAÇÃO ABAIXO:


Pedro – E depois o boiola sou eu, né, hahaha. Eu vou indo pra casa. Quando você se recuperar e parar de andar igual a sua avó, a gente se fala.

Matheus – Peraí, Pedro, não tô muito bem. Tá doendo pra cacete.

Ele tentou se levantar e acabou caindo no chão. Não sei se fez de propósito ou não, mas foi aqui que a nossa relação mudou. Quando fui tentar segurá-lo, acabei encostando a mão no volume dele por uns 4 segundos. Deu pra sentir que estava meia-bomba.

Pedro – Foi mal, foi mal. Fui tentar segurar, enfim, não foi de propósito, foi mal mesmo.

Matheus – Acho que tá inchado. Pode sentir, não tem problema.

Pedro – Oloco, Matheus, mas... (interrompendo) Matheus – (colocando minha mão no pau dele) Sente logo, porra.

Naquele momento, nada mais me importava. As meninas gostosas, o time de futebol, o que as pessoas sabiam a meu respeito... Ele queria. Eu queria. Ele estava nervoso. Eu também. Dificilmente checavam se as portas do banheiro/vestiário ficavam fechadas e deu pra ouvir o barulho dos portões da quadra se fechando. A quadra, aliás, possuía vista para o meio da rua e não era difícil pular o muro.

Era isso, então. Acontecia, ali, meu primeiro momento... gay? Apesar de, atualmente, ser adepto da filosofia da fluidez sexual, gosto de pensar que, sim, tive uma relação sexual com outro cara e que, sim, eu posso ser gay. Qual o problema?

Pedro – (tirando minha mão) Matheus, já fecharam os portões. É melhor a gente ir embora.

Matheus – Pedro, não fode. Eu tô nervoso pra cacete, acabei de levar um chute no saco e tô triste porque eu sou um bosta. Eu sei de mim, você sabe de você. Isso aqui não vai mudar nada. Não tem ninguém aqui no prédio e já tá quase anoitecendo. Cê sabe que eu não gosto de enrolação. Não trepo com ninguém já tem quase 2 semanas e tô ficando louco, já. A gente sabe como isso aqui vai começar e como vai terminar. (colocando minha mão no pau dele) Primeiro, me ajuda a fazer essa dor passar.

Ele foi esfregando minha mão por cima da cueca. Estávamos debaixo dos chuveiros. Ele olhava pra mim enquanto tudo aquilo acontecia. Muito provavelmente estava com uma expressão de surpresa, tesão e curiosidade no rosto, mas sequer pensei em tirar minha mão do volume enorme dele.

Ele soltou minha mão e comecei a bater uma pra ele. Joguei ele na parede, ficamos os dois sem cueca e comecei a punhetar aquela piroca. Aliás, eu disse que estou contente com meus 18 centímetros, mas o Matheus me surpreendeu. Óbvio, não medi, mas era maior que o meu. Enorme, como eu imaginava. A bunda dele era lisa, e não porque ele se depilava, e sim porque só tinha pelos nas pernas e nos antebraços.

Esse momento meu e dele durou, no máximo, 10 minutos.

Enquanto eu punhetava o Matheus, ele estava de olhos fechados e soltava uns palavrões bem baixinho, quase que sussurrando. “Caralho”, “continua”, “porra” e “nossa” foram as palavras que ele mais repetiu. Comecei a entrar no jogo dele.

Pedro – (falando bem próximo do ouvido esquerdo dele) Você se acha muito machão, mas quem tá aqui quase te fazendo gozar não é nenhuma gostosa da escola, né.

Matheus – Vai se foder.

Pedro – Agora que a gente começou, não vai gozar ainda não, mané. (segurei os dois braços dele pra cima e ficamos nos beijando por um bom tempo)

Matheus – Eu vou te comer, Pedro.

Pedro – Vai não.

Matheus – Eu preciso, Pedro. E teu rabo parece de menina, não vai ser difícil pra mim.

Pedro – Cê não tem nem pelo na bunda e tá falando da minha, vai tomar no cu.

Matheus – Não sou eu que vou tomar no cu, não. Me ajuda. Dá esse rabo pra mim. Ninguém vai ficar sabendo. É só a gente não fazer barulho. Você acordou meu pau e ele só vai abaixar se eu gozar na tua bunda. Deixa de frescura, vai. Eu meto devagar.

Hesitei por um tempo enquanto ficava olhando pra baixo. Um hétero percebe que não tem a sexualidade definida quando a simples ideia de ser o passivo passa a representar uma possível “falta de comando” do próprio prazer. Mas, porra... O pau dele estava ali, na minha frente. Não chupei, antes que fiquem se perguntando. Ele também não chupou o meu.

Pedro – Já tô aqui, então foda-se. (encostando o rosto  de frente para a parede)  Sério, se vai fazer isso, faz direito. Se for pra enfiar o pau na minha bunda e vai ser a primeira e última vez, enfia direito.

Matheus – Deixa de ser trouxa. Vou fazer igualzinho eu faço com as meninas que a gente come.
Ele começou a meter em mim e, por mais que eu estivesse sentindo dor, a única coisa que passava na minha cabeça no momento era: o tesão seria ainda maior se estivéssemos no meio da quadra. Na minha imaginação, tudo aquilo estava acontecendo enquanto as meninas se masturbavam ao nosso redor. Não sei o motivo pelo qual isso acabou acontecendo, mas me imaginei numa grande suruba com as meninas por perto. Talvez quisesse que elas descontruíssem a imagem de “hétero machão e homofóbico” que tinham de mim.

Não cabe a mim descrever cada minuto da trepada – deixarei isso com a imaginação de vocês. O Matheus me comeu com raiva e como se estivesse se aliviando depois das duas “longas” semanas que passou sem ir pra cama com ninguém. Ele dava risada enquanto metia (muito rápido e com força) em mim e, às vezes, tirava o pau de dentro de mim bem devagar para que depois socasse de uma vez só e fizesse um barulho na minha bunda que ele parece ter adorado.

Confesso que chamei ele de filho da puta muitas vezes enquanto ele metia. Aliás, até o final foi assim: ele meteu em mim na parede, no chão, em cima do banco do banheiro e até mesmo sentado no vaso sanitário.

Matheus – Puta que pariu, Pedro, se eu soubesse, teria te comido antes.

Pedro – Vai se foder. Mete mais, seu frouxo.

Quando chamei ele de frouxo, me arrependi. Ele desbloqueou o modo “velocidade máxima” e, sim, me fez sangrar. Foi nesse momento que ele gritou e gemeu mais. Eu acabei gozando sem nem bater punheta e ele soltou um “PORRA!” enquanto saía ‘leite’ do meu pau no chão e eu gemia.

Matheus – GOZA MAIS, VELHO, ANDA LOGO!

Eu gozei por, no mínimo 1 minuto. Quando ele foi gozar, ficou de frente pra mim, com o corpo colado com o meu. Tirou a camisinha e espirrou porra na barriga dele e na minha.

Ainda não acreditava que aquilo estava acontecendo. Quando ele estava perto de mim, puxei ele e enfiei 3 dedos da minha mão no cu dele, que, claro, não estava esperando.

Pedro – Só pensa: se com 3 dedos eu já te deixo assim, espera só quando eu for comer seu cu. Se prepara. Isso não vai acabar aqui, não.

Fui metendo os 3 dedos no cu (apertado) dele e ele soltou um: “Para, porra...” enquanto fechou os olhos e gemia.

Depois que nos formamos na escola, acabamos nos encontrando poucas vezes. Hoje em dia o vejo bem pouco, até por conta das faculdades em Estados diferentes. Mas, não. Não foi a única vez que trepamos. E sim: comi o Matheus.

Acabei percebendo que a sexualidade é algo muito mais aberto do que eu pensava. Namoro, atualmente, aliás. Uma menina. Se chama Juliana e gosto muito dela. Mas enxergo minha vida sexual como uma porta: pode ser aberta por quem quer que tenha uma cópia da chave. Prefiro deixa-las com quem confio e receber visitas diferentes do que me entediar ficando trancado dentro de casa.

A última frase dita pelo Matheus a cada vez que nos encontramos é: “Eu não sou viado. Só pra esclarecer.”

Já ficou esclarecido, Matheus. Se preocupa não.


F I M